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Mercado de trabalho tem vagas de sobra para portadores de deficiência
22/11/2011

Supermercados do Distrito Federal estão à procura de portadores de deficiência para preencher vagas. A lei 8.213/91 determina que empresas com 100 ou mais funcionários reservem de 2% a 5% dos cargos para pessoas portadoras de deficiência. As vagas existem, mas a procura é baixa.

 O gerente de recursos humanos da rede Supercei, Tony Alves, está enfrentado este problema. A empresa precisa preencher 28 cargos e 20 estão disponíveis. “Estamos com essas vagas e não temos quem contratar”, conta o gerente.

A rede de supermercados emprega pessoas com deficiências há anos. Na filial de Ceilândia, três funcionários foram contratados. Iniciativas como essa, além de estar de acordo com a legislação, é uma forma de dar oportunidade para quem quer entrar no mercado de trabalho.

  

Ivone Pereira Braga, 44 anos, é repositora na área de perfumaria. Ela tem paralisia. Anda com um pouco de dificuldade e tem limitações com o braço esquerdo. Mas, esses problemas não a impediram de trabalhar. “Algumas atividades eu não consigo realizar, mas peço ajuda dos colegas. É ruim ficar em casa. Temos que procurar uma atividade e fazer novos amigos”, relata a repositora.

 A história de Tiago José é um pouco diferente. Aos 25 anos, decidiu arrumar o primeiro emprego. Ele tem deficiência mental leve e o problema também afeta a fala. Determinado a realizar um bom trabalho, foi contratado para ser empacotador. Com um novo futuro em vista, Tiago comemora a conquista. “Eu sou feliz. Trabalho com dedicação. Quero dar o meu melhor”, afirma.

 Os empregados especiais relatam que não existe preconceito. Nem entre os colegas de trabalho, nem entre os clientes da empresa. “Eles acham que somos felizes e contagiamos o lugar”, explica o empacotador.

 A rede de supermercados começou o trabalho de inclusão com os menores aprendizes e estendeu para o PNE (pessoas portadoras de deficiência). A jornada de trabalho é de sete horas. O salário é em torno de R$ 600. “Eles trabalham normalmente como qualquer funcionário. Alguns superam as expectativas”, completa o Tony Alves.

 

No Big Box, da 402 norte, têm quatro empacotadores que possuem algum tipo de deficiência. Todos trabalham pela manhã. O gerente geral da loja, Jurandir Santos,  está satisfeito com o trabalho porque eles se dedicam. “Eles são carinhosos, não faltam ao serviço, estão dispostos a aprender e querem crescer”, comenta Jurandir Santos.

 Segundo a Associação dos Portadores de Deficiência do Distrito Federal, em Brasília há 365 mil deficientes. Mão de obra existe, mas alguns não querem perder o benefício do governo. “O emprego não é garantido. Caso assine carteira, o benefício de prestação contínua que o deficiente recebe do governo é cortado. Por isso muitos não trabalham”, explica a presidente da associação, Maria de Fátima Amaral.

 A presidente da associação diz também que os empresários querem contratar pessoas com deficiência leve. “Já indicamos várias pessoas para vagas de emprego e muitas não são contratadas”, completa Maria de Fátima.

 Quem quiser se candidatar a vaga de emprego pode ir até a filial do Supercei em Ceilândia na QNN 28 área especial B ao lado do Hospital São Francisco ou ligar no telefone 3901-1800.

 Fonte: Jornal de Brasília

 


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